Carlos Tuyama registrou, de forma inusitada, uma matilha composta por três cachorros-vinagres na reserva florestal particular Água Doce, em Cacoal (RO). As fotos foram divulgadas pelo fotógrafo em suas redes sociais na última sexta-feira (28).
O que ocorreu
As imagens capturam o grupo próximo à toca de uma paca. Filmado no início do ano, o vídeo foi gravado através de uma armadilha fotográfica e apresenta um registro noturno.
“Essa é uma das espécies de canídeos mais raras do Brasil”, comentou Tuyama em suas redes sociais. O nome peculiar dos animais refere-se à urina que possui um cheiro semelhante ao vinagre de cozinha.
A espécie é considerada “vulnerável” à extinção devido ao desmatamento, informa um biólogo. Flavio Terassini, professor da Universidade São Lucas de Porto Velho (RO) há 20 anos, destaca que a Amazônia é o habitat natural do cachorro-vinagre.
A menor espécie de canídeo do Brasil
De acordo com Terassini, o cachorro-vinagre possui um tamanho semelhante ao de um gato persa ou um cão da raça shihtzu. Seu peso varia entre 5 e 8 quilos. O especialista explica que esses animais geralmente vivem em bandos, que podem variar de 2 a 12 indivíduos, são carnívoros, e são relativamente comuns na Amazônia.
Embora sejam abundantes, a espécie é difícil de observar. Isso se deve aos seus hábitos noturnos e ao tom avermelhado de seu pelagem, que oferece camuflagem no ambiente florestal.
A sucuri, a onça-pintada e o jacaré são alguns dos predadores naturais do cachorro-vinagre. No início de 2024, outra matilha foi filmada no interior do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. Quatro anos antes, um animal da mesma espécie foi resgatado na BR-158, nas proximidades do município de Nova Xavantina, no Mato Grosso.
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